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  • Beja Santos

Vacine-se agora, para prevenir a gripe e a pneumonia


Beja Santos: Está na hora da vacinação, preveem-se algumas estirpes pouco recomendáveis, a gripe tem de ser tratada com imenso respeito. É uma infeção causada por um vírus que afeta predominantemente as vias respiratórias. Vírus que tem como caraterística especial de sofrer alterações da sua estrutura, o que dificulta a existência de uma única vacina em todo o mundo. São essas mudanças do vírus que não permitem que as pessoas fiquem protegidas de forma permanente.

Mas antes de falar da vacinação, é de questionar se é possível prevenir a gripe. É, adotando cuidados como: lavar frequentemente as mãos com água e sabão, usar lenços descartáveis, espirrar ou tossir protegendo a boca com um lenço de papel ou o antebraço; e reduzir, tanto quanto possível, o contato com pessoas com sintomas de gripe. Porque o vírus é transmitido através das partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros.

Como se manifestam os sintomas ou sinais da gripe? Pelo aparecimento súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Importa não confundir gripe com constipação. A constipação tem habitualmente um início gradual, a febre é baixa, pode anunciar-se por uma irritação de garganta, e a tosse é ligeira ou moderada; as dores de cabeça e musculares são raras.

A vacinação é recomendada às pessoas que têm maior risco de complicações na sequência de uma gripe: com mais de sessenta anos, especialmente quem vive em lares; crianças com mais de seis meses de idade com doença crónica dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado; os diabéticos; quem sofra de doenças que diminuam a resistência às infeções; grávidas que, em outubro, estejam no segundo ou terceiro trimestre de gravidez; profissionais de saúde.

Estamos a falar da gripe mas não devemos esquecer a doença pneumocócica, termo que abarca infeções como pneumonia, septicémia e meningite. As bactérias que provocam esta doença transmitem-se através da tosse e do espirro. Esta infeção manifesta-se com febre alta, tosse, arrepios, sensação de falta de ar e dores no peito. Os mais novos e os idosos têm risco acrescido. Na população idosa, o risco aumenta com a idade. A vulnerabilidade desta doença é maior caso o doente tenha uma doença de coração ou pulmões, sistema imunitário debilitado, por exemplo.

Não se esqueça das recomendações da Direção-Geral de Saúde, no caso de ter gripe: fique em casa em repouso; não se agasalhe demasiado; se está grávida ou amamenta não tome medicamentos sem falar com o seu médico; utilizar soro fisiológico para desobstruir o nariz, em caso de nariz congestionado; só se tomam antibióticos com prescrição médica, os antibióticos não atuam nas infeções provocadas por vírus, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura; beber muitos líquidos. Não esquecer que as pessoas que estejam com doença respiratória aguda ou com gripe e crianças com menos de seis meses não podem ser vacinadas.

Se se sentir doente, fale com o seu médico de família ou o seu farmacêutico. Este pode ajudar o doente a distinguir uma gripe de uma constipação, não pode dispensar antibióticos sem receita médica, não deve pressionar o farmacêutico a dispensar antibióticos, compete ao médico essa responsabilidade, é também ao médico que cabe determinar os tipos de doentes para quem a vacinação anual é considerada obrigatória.

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