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  • Beja Santos

Que a exposição solar seja para si mais uma fonte de saúde (3)

Atualizado: Set 25


Mário Beja Santos: Estamos convictos que o leitor reconhece que há grandes benefícios nas exposições solares desde que se tomem as medidas apropriadas quanto às horas das exposições, ao uso de proteções, à boa hidratação e aos cuidados básicos para evitar os golpes de calor. É nesse contexto que agora vale a pena falar sobre o protetor solar, ele tem o condão de evitar que a nossa pele fique seca, ganhe elasticidade, travando igualmente o chamado fotoenvelhecimento. E não devemos deixar de chamar os bois pelos seus nomes: está bem documentada a relação entre a exposição solar inapropriada e o aumento crescente da incidência de cancro cutâneo.

O protetor solar não é milagreiro, a sua função é diminuir os efeitos da radiação solar sobre a pele. Escolhe-se o protetor de acordo com o tipo de pele, quando aplicado regularmente, as células da pele que produzem a melanina permitem a consolidação do bronzeado saudável. É nosso dever estarmos atentos ao significado do fator de proteção solar. Trata-se do poder de filtragem das radiações ultravioletas que cada protetor solar contém. Sem esses filtros, a nossa pele é rapidamente agredida em poucos minutos. Há quem suponha que com o índice de proteção 20 pode estar 20 vezes mais vezes exposto ao sol. Nada mais errado, a eficácia depende da correta escolha do protetor em função do tipo de pele.

A aplicação do produto 15 a 30 minutos antes da exposição e uma reaplicação precoce 15 a 30 minutos após o início da exposição solar é essencial. Falamos de uma aplicação que se deve fazer de uma forma generosa, incluindo os lábios, as orelhas, à volta dos olhos, cor cabeludo (nas pessoas calvas), pescoço, mãos e pés. A reaplicação também se deve fazer após o banho ou quando a transpiração for abundante.

Há crenças sem fundamento quanto ao protetor solar. Por exemplo, quando se diz que ele é o melhor meio de proteção contra os ultravioletas. Se é verdade que o protetor ajuda a prevenir queimaduras e agressões mais profundas da pele, o mais eficaz é evitar o sol nas horas mais escaldantes do dia e cobrir-se com vestuário apropriado. Tem tudo a ganhar em conhecer o elementar das radiações ultravioletas. A radiação ultravioleta A provoca um bronzeado rápido, mas de curta duração, enquanto a radiação ultravioleta B provoca o espessamento da pele e garante um bronzeado mais lento, mas mais duradouro. Não esqueça que é totalmente falso dizer-se que uma queimadura é um dano temporário da pele – um escaldão pode ter consequências 20 ou 30 anos mais tarde e provocar o envelhecimento prematuro da pele ou até uma doença mais grave.

Se tiver dificuldades em perceber os rótulos nas embalagens dos protetores solares, privilegie o aconselhamento farmacêutico. Além do seu médico, e para efeitos de uma exposição solar tonificante, conte com a experiência profissional do seu farmacêutico. A farmácia deve ser encarada como uma porta sempre aberta para nos prestar informações adicionais em matérias como: cuidados específicos com a exposição; requisitos da rotulagem; como atuam os ecrãs e os filtros dos protetores solares; quais as medidas obrigatórias que devem ser tomadas quando há calor em excesso, por exemplo. Recorra ao seu farmacêutico para obter melhor orientação na escolha do protetor solar mais adequado ao seu tipo de pele e mesmo em matéria de gostos (quanto à oleosidade ou se é mais indicado em creme, loção ou aerossol, por exemplo), bem como à zona do corpo a que se destina (tronco e pernas, rosto, lábios, olhos e cabelo). Não esqueça que na farmácia todos temos à nossa disposição folhetos que nos ajudam a tirar partido dos benefícios solares de forma inteligente.

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