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  • Beja Santos

Quando a farmácia familiar é um verdadeiro ganho em saúde


Beja Santos: Não existe uma farmácia ideal, padronizada para toda a família. É verdade que há conteúdos de referência como sejam alguns medicamentos para a febre e dores, utilizados em automedicação, e utensílios como um termómetro, bem como artigos de primeiros socorros como compressas esterilizadas, pensos, ligaduras e adesivos. A restante composição fica dependente da natureza do agregado familiar e da existência, ou não, de doenças crónicas ou de tratamentos prolongados.

Isto para sublinhar que a farmácia ou armário dos medicamentos está destinada a guardar os medicamentos prescritos, os medicamentos e outros produtos aconselhados pelo farmacêutico bem como os tais produtos usados numa emergência. Esta farmácia familiar não se substitui à prescrição do médico nem ao aconselhamento farmacêutico, o facto de se ter medicamentos ao alcance da mão não deve ser interpretado como se o medicamento fosse um produto como os outros, não, o medicamento ou é prescrito pelo médico ou indicado pelo farmacêutico, tem que se tratado com muito respeito e ter um uso racional. Esta restrição sugere que se fale um pouco mais sobre o que é e como atua o medicamento.

Não há padronização possível de farmácia familiar porque o conteúdo tem a ver com a idade de quem toma medicamentos, se há pessoas com doença crónica, enfim, cada um tem necessidades diferentes em medicamentos e em cuidados de saúde. Esta farmácia familiar não é um armazém de medicamentos. É certo que todas as opiniões recomendam produtos como o termómetro, tesoura, material essencial para os primeiros-socorros, incluindo um desinfetante ou pomadas no caso de uma entorse ou contusão. Há medicamentos com prazo de validade bastante reduzido, caso das vacinas, a insulina, gotas para os olhos, certos xaropes, é indispensável estar atento ao seu modo de conservação e validade.

Organizar a farmácia familiar é uma obrigação, a segurança acima de tudo. Separar medicamentos de uso interno (analgésicos, antipiréticos, xaropes para a tosse…), dos medicamentos para uso externo (caso dos desinfetantes, produtos para as picadas dos insetos, contra as queimaduras ou entorses…), do material diverso e que tem a ver com a chamada parafarmácia e o estojo de primeiros-socorros.

Os medicamentos postos no armário precisam de ser escrutinados regularmente, há que os conservar na sua embalagem de origem, ler sempre o folheto informativo e, acima de tudo, estar consciente de que a nossa saúde também depende da boa utilização dos medicamentos, o mesmo é dizer que estamos sempre dependentes do bom medicamento (conservado em boas condições e dentro do prazo de validade), tomado de forma personalizada (por que cada é um caso, a toma do medicamento está dependente do estado de saúde geral, do peso, idade, sexo, hábitos de vida, etc.), tomado na hora certa, na dose correta e no modo indicado.

Pelo menos uma vez por ano, convém levar os medicamentos que estão na farmácia familiar e mostrá-los ao farmacêutico. Se estiverem fora da validade, vão para a Valormed, que é a entidade que trata os resíduos medicamentosos. Passe em revista com o profissional de saúde quais os medicamentos e produtos que devem estar lá guardados. Por exemplo, há quem advogue em inclusão de álcool a 70º, antialérgicos, água oxigenada, medicamentos para os vómitos, um laxante suave e um produto para gargarejar.

E atenção, há produtos a que se deve barrar a entrar no armário de farmácia. Estão neste caso: produtos de limpeza doméstica, cosméticos e todos aqueles que não tenham qualquer relação com os cuidados médicos; e, claro está, os restos de medicamentos prescritos em tratamentos anteriores.

Por último, sugere-se que na porta do armário deva ser colocada uma lista de números de telefone a utilizar em caso de emergência (médico, farmácia, polícia, SNS24 e INEM).

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