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  • Beja Santos

Ganhos em Saúde? Só com o bom uso do medicamento


Beja Santos: O medicamento é o bem de consumo essencial que é o mais vigiado do mercado. Pode demorar bastantes anos desde que uma empresa farmacêutica apresenta junto das autoridades um pedido de introdução no mercado, fazem-se análises e ensaios por peritos independentes, até se comprovar o interesse neste medicamento novo dentro de um conjunto de produtos similares ou também um novo medicamento, visto poder encarar-se como inovação terapêutica. O medicamento tem de ser efetivo e seguro, acarreta riscos para o consumidor, seja devido às suas interações não previstas, seja devido a uma má utilização. Vamos cingir-nos só à sua má utilização. O médico prescritor ou o farmacêutico que dispensa um medicamento não sujeito a receita médica fundamentam a escolha em: as caraterísticas gerais dos sintomas; a idade do doente, se existe um estado particular de saúde (caso da gravidez ou da amamentação), se há doenças concomitantes (será o caso da hipertensão, da diabetes ou da asma), a existência de medicamentos prescritos para outras terapêuticas, enfim, em função das reações adversas que tenham ocorrido (caso de dores de estômago, sonolência exagerada ou prisão de ventre, por exemplo).

A má utilização pode agravar a doença e em casos excecionais levar à morte. Um utente de saúde ou um doente (crónico ou não) deve providenciar uma atitude assertiva e responsável para o bom uso. Aqui se consideram dez procedimentos: informar o profissional de saúde sobre os medicamentos que se estão, de momento, a tomar, de modo a que este evite prescrever medicamentos que possam interagir com outros, o risco de toxicidade pode ser muito grande; deve-se conhecer o melhor possível o que se está a tomar, ou o que se vai tomar, através da leitura atenta do folheto informativo, solicitando ao profissional de saúde todos os esclarecimentos para que a terapêutica ganhe eficácia e segurança; deve-se seguir rigorosamente o tratamento recomendado, tendo especialmente em atenção as doses, os horários, a duração e as precauções específicas inerentes à toma do medicamento; não esquecer que as crianças não são adultos em ponto pequeno, é fundamental não dar medicamentos de adulto à criança; os seniores precisam de uma atenção acrescida, nesta faixa etária podem ocorrer acidentes em consequência de comportamentos indevidos e contraindicados, nem sempre a memória funciona bem; quem toma medicamentos não se deve deixar sugestionar pelos medicamentos que são tomados por outras pessoas – cada pessoa é um caso, não há dois doentes iguais, é arriscado praticar automedicação sem orientação de um profissional de saúde; no caso de medicamentos prescritos, nunca se devem aproveitar sobras, deve-se verificar periodicamente o prazo de validade e até se há sinais de alteração; ao fazer-se qualquer tratamento, deve-se procurar conhecer detalhadamente as possíveis interações com outros medicamentos, com alimentos e bebidas alcoólicas, bem como o modo de, com antecipação, os minimizar ou evitar; reter o essencial do folheto informativo quanto a conselhos básicos; por último, não esquecer que o sucesso do tratamento passa sempre pela responsabilização do doente e pela forma como segue as orientações do profissional de saúde.

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