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  • Beja Santos

Da vacina antigripal à vacina antipneumocócica


Mário Beja Santos: Sim, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a infeção. No início de outubro, a Organização Mundial de Saúde apelou à nossa responsabilidade para a vacinação no contexto da pandemia de Covid-19. Responsabilidade individual de que numerosos sistemas de Saúde caminham para o limite das suas capacidades e não irão dispor nem de tempo nem de meios para fazer face à gripe, isto para já não falar nas muitas situações de dúvida e incerteza nas despistagens que o surto gripal desencadeará. A prioridade é para todos aqueles que são profissionais de Saúde, para os seniores, para os doentes crónicos e grávidas. Há também que pensar nas pessoas com deficiências de imunidade, as pessoas com cancro, todos eles somados aos doentes crónicos constituem grupos de risco, têm maior probabilidade de contrair infeções e descompensarem as suas doenças-base.

Não podemos é esquecer que há duas vacinas preventivas: a antigripal e a da pneumonia. Para as pessoas que padecem de infeções respiratórias há fármacos que os médicos da especialidade prescrevem, e os doentes desta categoria de infeções sabem que no período mais frio do ano há probabilidades de vir a sofrer de viroses, agudizações infeciosas da DPOC e agravar bronquites.

O pneumococo é um agente infecioso muito frequente no inverno. Causa doença pneumocócica e a vacina é a melhor prevenção.

Doença pneumocócica é o termo utilizado para descrever infeções como pneumonia, septicemia (infeção do sangue) e meningite (inflamação do cérebro). As bactérias que provocam esta doença transmitem-se, tal como a gripe, através da tosse ou do espirro ou por contato próximo. As bactérias entram no nariz e na garganta e aí permanecem durante bastante tempo sem provocarem problemas, mas, por vezes, podem invadir os pulmões ou a corrente sanguínea, dando origem a infeções. A vulnerabilidade a esta doença é maior caso o doente tenha uma doença de coração ou dos pulmões, ou dentro dos quadros acima referenciados.

Não se esqueça de contar com o aconselhamento farmacêutico quanto a vacinas. O farmacêutico está habilitado a prestar esclarecimentos pormenorizados acerca da vacinação, tanto com a vacina contra a gripe como com a vacina contra a pneumonia. Ele pode ajudar o doente a distinguir uma gripe de uma constipação, orientar na escolha de medicamentos que não requeiram receita médica e que ajudem a melhorar os sintomas, bem como a prestar todos os esclarecimentos sobre os novos medicamentos específicos para a gripe. E lembre-se das recomendações da Direção-Geral de Saúde se estiver com gripe, do tipo: fique em casa em repouso; se está grávida ou amamenta, não tome medicamentos sem falar com o seu médico; utilize soro fisiológico para desobstruir o nariz, em caso de nariz congestionado; não tome antibióticos sem recomendação médica, pois eles não atuam nas infeções provocadas por vírus, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura; beba muitos líquidos (água, chás, sumos de fruta, …); no caso de um idoso, principalmente se vive sozinho, deve ser acompanhado, mesmo através de telefonemas regulares para saber como está.

E procure prevenir-se recorrendo a processos de Literacia em Saúde, pode ler informação sobre gripe e doença pneumocócica de distribuição gratuita na sua farmácia, faz parte das competências do seu farmacêutico esclarecê-lo de todas as dúvidas que tiver nesta matéria. Use e abuse do aconselhamento farmacêutico.

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