A visitar o Monumento contra a Homofobia em Lisboa

02 de março de 2019

Poucas pessoas sabem que em Lisboa (na praça do Príncipe Real) existe um belo monumento contra a homofobia – um dos maiores da Europa. Poucos membros da comunidade LGBT+ sabem da sua existência ou, se sabem, não lhe dão importância.

Os membros desta comunidade foram duramente perseguidos durante os séculos XIX e XX (Portugal foi um dos primeiros países a condenar criminalmente os homossexuais, em 1852). A Homossexualidade deixou de ser crime neste país apenas em 1982.


O jovem Carlos Bignotti, brasileiro de 18 anos, a visitar nosso país, aproveitou para conhecer o monumento e o Vidas Alternativas conversou com ele.


VA: O que te levou a colocar a visita ao Monumento contra a Homofobia em seu roteiro?

Carlos: Eu estou a visitar os sítios mais relevantes em Portugal. Vim aqui para ver meu namorado que faz Mestrado em Lisboa. Ele me falou deste monumento e eu fiz questão de conhecer. Às vezes nós não damos valor à nossa própria história e esquecemos o que foi. Como já disse alguém… quem não conhece seu passado, não prepara o seu futuro.

VA: O que sabes sobre a história da luta LGBT em Portugal?

Carlos: Quase nada. Acho que nada, na verdade. Mas sei por este monumento que eles sofreram perseguição. E hoje são livres. Posso andar de mãos dadas nas ruas com meu namorado. As pessoas podem até olhar estranho, mas ninguém diz nada. Isso já é tolerância… talvez não estejam totalmente habituados, mas vocês já chegaram a um patamar que espero que, um dia, o Brasil também chegue.

VA: E o que achou do Monumento? Qual foi sua impressão?

Carlos: Olha… a praça é bonita, mas o monumento me parece esquecido em um canto. Ele é muito bonito e me disseram que simboliza um homem saindo de dentro de um armário. Tem beleza e humor. Mas está em um canto apagado, sujo. Foi pichado. Merecia umas luzes, um pedestal…. aposto que as pessoas que frequentam a praça nem tem ideia do que ele significa. Poderia também estar melhor explicado.

O Vidas Alternativas agradece ao jovem Carlos pela entrevista e também ao senhor Antonio Serzedelo que encampou a ideia de levantar-se este Memorial. E parabéns ao escultor Rui Pereira, responsável por dar cabo ao projeto.

Vidas Alternativas também deseja ver este Memorial recebendo a atenção e o respeito que merece. Para que a história não seja jamais esquecida.

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